Das fontes à peça: por que o LexGPT tem uma proposta de suíte

Jurisprudência, legislação, autos e documentos participam do mesmo trabalho. A proposta de suíte do LexGPT é reunir esse percurso em torno do projeto.

Uma petição começa muito antes de seu primeiro parágrafo. Há documentos para ler, fatos para compreender, normas para conferir, julgados para examinar e escolhas sobre a maneira de apresentar o argumento. Na preparação de uma minuta de decisão, o percurso também passa por questões, fontes e fundamentos antes de ganhar sua redação final.

É esse conjunto que orienta a proposta de suíte do LexGPT. As ferramentas têm funções próprias, mas participam de um trabalho que precisa chegar a algum lugar: uma petição, um parecer, um contrato ou uma minuta de decisão que o profissional possa revisar e concluir.

Cada fonte pede uma forma de trabalho

Uma lei e um acórdão são textos jurídicos, mas exigem formas diferentes de consulta. Na lei, interessa localizar o dispositivo, ler seus desdobramentos e examinar as informações disponíveis sobre a redação. No acórdão, interessa compreender o problema enfrentado, os fundamentos e a relação com a questão pesquisada.

Os autos acrescentam outro tipo de material: alegações, documentos, manifestações e decisões do processo. As peças anteriores de uma equipe podem oferecer estrutura e linguagem, mas precisam ser avaliadas antes de serem reaproveitadas em outro contexto.

Por isso, o LexGPT oferece ambientes com tarefas distintas:

  • Juris: pesquisar jurisprudência e examinar os acórdãos encontrados.
  • Legis e Vade: pesquisar legislação e ler o texto das normas.
  • Autos: percorrer as peças importadas e o texto extraído dos arquivos.
  • Drive: pesquisar documentos do acervo da equipe.
  • Editor: desenvolver e revisar o documento do Word.
  • Flow: organizar modelos de rotina com atividades e ferramentas para cada etapa.

Essas funções ajudam a explicar o sentido de suíte: cada ferramenta trata uma parte do problema, e o projeto dá continuidade ao trabalho que passa por elas.

O projeto reúne o que está sendo construído

O projeto é o lugar comum para conversas, documentos e fontes selecionadas. Ele permite organizar o material necessário para continuar uma tarefa e retomar decisões de pesquisa.

Uma fonte encontrada pode levar a uma nova pergunta. Uma conclusão pode precisar de revisão. Um documento pode ganhar outra versão. O valor dessa organização aparece quando o profissional volta ao trabalho e consegue identificar o que estava investigando e qual material já havia escolhido.

Isso exige seleção. Nem todo resultado encontrado merece entrar na peça; nem toda resposta deve virar uma conclusão do projeto. No artigo sobre como preservar o contexto de um caso, tratamos dessa necessidade de distinguir fatos, alegações, perguntas e hipóteses de trabalho.

Como as fontes chegam à redação

Considere, como exemplo fictício, a preparação de uma manifestação sobre uma controvérsia contratual. A leitura das peças ajuda a delimitar o que está em discussão. A pesquisa legislativa localiza as disposições relevantes. A jurisprudência permite examinar como questões próximas foram tratadas. A equipe seleciona o material que efetivamente sustenta sua análise.

Ao chegar ao Editor, o trabalho ganha a forma de um documento. É preciso escolher a ordem dos argumentos, apresentar os fatos com exatidão, formular os pedidos ou desenvolver os fundamentos da minuta. O profissional pode recorrer às fontes do projeto enquanto escreve e revisa.

A passagem entre essas atividades é o centro da proposta. Já mostramos um percurso semelhante no artigo sobre pesquisa, autos e redação. A ideia de suíte explica por que essas atividades pertencem ao mesmo produto, mesmo quando pedem interfaces diferentes.

A peça também devolve perguntas à pesquisa

Nem sempre o caminho segue a ordem ler, pesquisar e escrever. Ao redigir um fundamento, pode ficar claro que falta conferir uma exceção. Ao revisar uma citação, pode surgir uma diferença entre o precedente e a situação examinada. Uma norma pode levar à busca de outra.

O documento em elaboração, portanto, também orienta o uso das ferramentas. É desejável voltar à pesquisa a partir da dúvida concreta que apareceu na redação e depois continuar o texto com o novo material examinado.

Essa é uma diferença importante entre reunir funcionalidades em um menu e construir uma suíte: o desenho do produto precisa considerar as passagens entre as atividades, inclusive quando o trabalho volta a uma etapa anterior.

O resultado continua sendo trabalho profissional

Quando dizemos que as fontes chegam a uma petição ou decisão, estamos descrevendo o percurso do trabalho. Entre o documento consultado e a peça final há interpretação, seleção, redação e revisão. No caso de uma decisão judicial, a ferramenta apoia a pesquisa e a elaboração da minuta; o julgamento cabe a quem exerce essa função.

As ferramentas do LexGPT estão em beta. O alcance de cada pesquisa depende do acervo disponível, e a existência de uma referência não dispensa sua leitura nem a conferência de que ela sustenta o argumento formulado.

A direção do produto é reunir esses momentos em um ambiente de criação e gestão do conhecimento jurídico. Você pode começar pela fonte que precisa consultar ou pelo texto que precisa terminar. Conheça os ambientes do LexGPT e o papel de cada um nesse percurso.

Experimente o LexGPT no seu trabalho.

Pesquise jurisprudência no Juris e confira as fontes que sustentam a resposta. Consulte os planos para escolher como usar o LexGPT.

O LexGPT está em beta.