IA enterprise precisa caber no orçamento da equipe inteira
O preço de uma IA muda a maneira como o escritório trabalha. Nossa proposta é facilitar contas individuais, considerar quem usa a IA e tornar a colaboração economicamente viável.
Uma solução de IA pode impressionar na demonstração e ficar restrita a poucas pessoas depois da contratação. Se o preço por licença torna inviável dar acesso a quem precisa trabalhar, o escritório acaba escolhendo quem pode usar, quem precisa pedir ajuda e quem continuará fazendo tudo como antes.
Em situações assim, compartilhar uma senha pode parecer uma saída econômica. Mas o escritório comprou uma ferramenta para colaborar e terminou organizando um revezamento em torno de um login.
No LexGPT, queremos que cada integrante tenha seu próprio acesso e consiga participar do trabalho da equipe. Manter preços competitivos e considerar quem efetivamente usa a IA fazem parte dessa proposta. O custo-benefício precisa aparecer no funcionamento do escritório inteiro, não apenas na experiência de quem recebeu a primeira licença.
Uma conta para cada pessoa muda o trabalho
Pense em uma pesquisa que começa com um advogado, passa pela revisão de outro e depois vira fundamento para uma peça. O trabalho é compartilhado, mas as pessoas continuam sendo diferentes: cada uma precisa acessar o material com sua identidade e com as permissões adequadas.
Quando todos usam a mesma credencial, essa separação se perde. Fica mais difícil distinguir quem fez o quê, retirar o acesso de uma pessoa sem afetar as demais ou limitar quais projetos cada integrante pode consultar. A economia na licença pode trazer trabalho extra de organização e controle.
Ter contas individuais também permite algo mais simples: participar sem depender de um colega disponível para abrir a ferramenta. Um sócio pode consultar um projeto; um advogado pode desenvolver a pesquisa; outra pessoa pode cuidar da administração da conta. Nem todos precisam usar a IA com a mesma frequência para fazer parte da equipe.
É por isso que tratamos o preço como parte da experiência do produto. Se incluir mais uma pessoa exige uma negociação interna a cada vez, a colaboração já começa com um obstáculo.
Usuário cadastrado e usuário ativo são coisas diferentes
Nos planos organizacionais do LexGPT, conta como usuário ativo o integrante que efetivamente utiliza a IA durante o ciclo mensal. Convidar pessoas, administrar a conta ou consultar projetos sem usar a IA não gera cobrança de usuário adicional. A definição está nas perguntas frequentes da nossa página de planos.
Isso permite dar a cada pessoa seu próprio login sem tratar automaticamente todo convite como mais um usuário ativo. Quem entra para acompanhar o trabalho pode fazê-lo com sua identidade. Quando passa a usar a IA, passa também a participar da contagem de ativos daquele ciclo, dentro das condições contratadas.
Há uma distinção importante: considerar usuários ativos não significa eliminar a mensalidade-base do plano. Não queremos que a expressão “pague por quem usa” crie a impressão de uma cobrança puramente proporcional que o Enterprise inicial não oferece.
Nas condições publicadas em 29 de setembro de 2026, o Enterprise inicial custa R$ 6.000 por mês, inclui até 50 usuários ativos e uma faixa compartilhada de 500 milhões de tokens em prioridade normal para o LexGPT-5. Essa faixa se refere ao processamento de texto, não a uma quantidade garantida de perguntas; o consumo varia conforme o material e a tarefa.
Com 50 usuários ativos, dividir a mensalidade pelo número de pessoas resulta em R$ 120 por usuário no mês. Com 20 ativos, o mesmo cálculo resulta em R$ 300. São divisões da mensalidade-base para avaliar a adoção, não tarifas individuais: a mensalidade continua sendo R$ 6.000 nos dois exemplos.
Essa conta ajuda a decidir se o plano faz sentido. Um escritório com pouca utilização pode encontrar uma opção mais adequada em outra modalidade. Uma operação que precisa superar a capacidade do plano inicial deve alinhar as condições de expansão, sem presumir uma tarifa automática de usuário adicional.
O preço precisa permitir que a adoção aconteça
Uma licença cara pode compensar quando entrega um resultado importante para quem a utiliza. O problema aparece quando a proposta comercial só cabe no orçamento se boa parte da equipe ficar de fora.
Nesse cenário, o comprador precisa avaliar duas coisas ao mesmo tempo: o valor da ferramenta e o custo de disponibilizá-la às pessoas que realmente participarão do trabalho. Um bom piloto com poucos especialistas não prova, sozinho, que a contratação será viável para todos.
Os preços também não contam toda a história. Contratos empresariais podem incluir serviços, compromissos mínimos e modalidades de consumo diferentes. No nosso comparativo com a Legora, por exemplo, distinguimos relatos de cotações por licença da oferta de cobrança por consumo do Agent Pro. Esses relatos ajudam a preparar uma negociação; não substituem uma proposta para o seu escritório.
Nossa ambição é oferecer uma alternativa competitiva para a rotina brasileira, com acesso individual e trabalho em equipe economicamente viáveis. Isso é um compromisso de produto e de modelo de negócio, não uma afirmação de que somos mais baratos em qualquer contrato ou equivalentes a todas as plataformas do mercado. O LexGPT está em construção, e a escolha precisa considerar o que cada solução entrega hoje.
A lição da Netflix: não faça a conta depender de uma senha compartilhada
A lembrança da Netflix faz sentido como alerta sobre o que pode acontecer quando muita gente organiza seu uso em torno de uma conta emprestada. Em 23 de maio de 2023, a empresa anunciou que começaria a notificar usuários que compartilhavam contas fora de sua residência nos Estados Unidos, reforçando a restrição por domicílio.
Mas essa analogia não prova que fornecedores de IA estejam permitindo o compartilhamento hoje. Há contratos públicos que já dizem o contrário. O acordo da Harvey, na seção 3.1, proíbe compartilhar credenciais inclusive dentro da mesma organização. Os termos europeus da Legora, na seção 2.2.3, exigem contas individuais e vedam revezamentos usados para fazer várias pessoas ocuparem uma única conta, ressalvadas as condições do acordo aplicável. Consultamos esses documentos em 29 de setembro de 2026.
Não temos evidência para afirmar que essas empresas toleram a prática, nem uma data para prever uma mudança de fiscalização. Um acesso que funciona tecnicamente não demonstra que o contrato permite aquele uso.
Para o escritório, a decisão prudente é calcular a contratação com acesso regular para cada pessoa. Se o orçamento só fecha dividindo uma credencial contra as condições do serviço, ele depende de uma economia que pode desaparecer. E os problemas de identidade, permissões e organização existem mesmo antes de qualquer bloqueio.
Enterprise com bom custo-benefício também exige um escopo claro
No LexGPT, colaboração envolve projetos compartilhados, equipes, convites e permissões. A intenção é que o escritório compartilhe o trabalho mantendo a identidade de cada integrante.
Quando a necessidade envolve conectores customizados, implantação ou módulos sob medida, o custo precisa ser tratado no escopo da contratação. Esses serviços são contratados separadamente do Enterprise inicial. Uma mensalidade competitiva não deve esconder o investimento necessário para integrar a plataforma à operação.
O mesmo cuidado vale para os modelos externos em BYOK: o provedor cobra os tokens da chave utilizada, e o LexGPT cobra sua taxa de plataforma por meio do saldo pré-pago correspondente. Esse gasto é distinto da mensalidade e do uso incluído do LexGPT-5.
Queremos que a conversa comercial parta de quem vai trabalhar, quais tarefas precisam melhorar e que integrações são necessárias. Nosso guia de compra de IA para advogados reúne outros critérios para essa avaliação.
Uma solução enterprise com bom custo-benefício precisa caber no orçamento sem obrigar o escritório a improvisar o acesso. É assim que encaramos o desafio: cada pessoa com sua conta, a equipe com seus projetos e uma cobrança que permita entender quanto custa trabalhar em conjunto.